Sempre ficamos apreensivos diante do novo e não foi diferente comigo, ao iniciar as atividades de tutoria. Ser tutora dos meus colegas, alguns com mais tempo de experiência docente do que eu, passar orientações por escrito, de forma clara, objetiva e simpática, administrar o tempo para a realização de todas as atividades, eram algumas preocupações no início.
Com a prática, essas preocupações foram diminuindo. Fui bem aceita pelos professores cursistas, a comunicação por escrito tornou-se algo comum e a elaboração de uma agenda estabelecendo prioridades auxiliou-me na administração do tempo. A questão do tempo foi a mais difícil para eu resolver comigo mesma. Eu não admitia não conseguir cumprir tudo dentro dos prazos estabelecidos. Hoje, compreendo que agendas podem e precisam ser reorganizadas, principalmente devido aos imprevistos que podem ocorrer.
Aprendi muito com o curso, a partir da interação e da troca de experiências com o coordenador Leandro e com os demais tutores e suplentes. As atividades associando teoria e prática e a utilização de recursos abordados no PFT em práticas de tutoria também proporcionaram grande aprendizado.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
SITUAÇÃO DE DIFICULDADE TRANSFORMADA EM OPORTUNIDADE DE CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO
A situação que irei relatar ocorreu no ano passado, no Curso Online 2
desta fase do Multicurso.
No Módulo 3 desse curso, a atividade proposta aos cursistas foi a participação num Wiki. Num chat no início deste módulo, uma cursista demonstrou interesse em saber como funcionava um Wiki, como identificávamos quem estava fazendo as postagens, se tínhamos como recuperar postagens apagadas, dentre outras questões, então a convidei para ser a “editora” do Wiki da sua turma e ela aceitou.
Como “editora”, expliquei que ela poderia corrigir erros de ortografia, trocar parágrafos de lugar de forma a tornar o texto mais coerente e apagar assinaturas dos cursistas (pois vários assinavam as postagens, mesmo após terem sido enviadas orientações sobre isso). Ela só não deveria apagar postagens, a não ser que estivessem repetidas. Caso algum cursista apagasse todo o texto, eu iria recuperá-lo.
A professora gostou da ideia e começou a cuidar muito bem do Wiki da sua turma. Eu acompanhava as edições que ela fazia no texto. Certo dia, quando abri o Wiki, encontrei somente uma postagem em vermelho, com letras grandes, dizendo aos professores que eles não deveriam apagar o texto todo para colocarem o texto deles, que eles deveriam respeitar as contribuições dos outros.
Verifiquei que um cursista havia apagado tudo e que a “editora” tinha deixado aquele recado. A mesma estava online, então mandei uma mensagem perguntando se ela poderia entrar no chat naquele momento.
Ela entrou e me contou que estava muito chateada porque os professores tinham apagado o Wiki todo e que ela tinha deixado um recado lá. Eu disse que tinha visto e expliquei que é comum algum cursista apagar tudo e que isso geralmente não é intencional, quando ele vai digitar e já encontra texto na caixa, pode acontecer de apagar por falta de conhecimento sobre como inserir a sua contribuição. Disse que era por isso que o Wiki precisava ser acompanhado de perto, que eu iria recuperar o texto, que ela estava sendo uma boa "editora" e que quando isso ocorresse novamente (brinquei dizendo que certamente ocorreria), que ela poderia aguardar que eu iria recuperar o texto e orientar os cursistas novamente sobre como contribuir no Wiki.
A professora ficou satisfeita e até riu do comentário que deixou, disse que quis brigar com os colegas de turma, mas que depois da nossa conversa compreendeu melhor a situação.
No Módulo 3 desse curso, a atividade proposta aos cursistas foi a participação num Wiki. Num chat no início deste módulo, uma cursista demonstrou interesse em saber como funcionava um Wiki, como identificávamos quem estava fazendo as postagens, se tínhamos como recuperar postagens apagadas, dentre outras questões, então a convidei para ser a “editora” do Wiki da sua turma e ela aceitou.
Como “editora”, expliquei que ela poderia corrigir erros de ortografia, trocar parágrafos de lugar de forma a tornar o texto mais coerente e apagar assinaturas dos cursistas (pois vários assinavam as postagens, mesmo após terem sido enviadas orientações sobre isso). Ela só não deveria apagar postagens, a não ser que estivessem repetidas. Caso algum cursista apagasse todo o texto, eu iria recuperá-lo.
A professora gostou da ideia e começou a cuidar muito bem do Wiki da sua turma. Eu acompanhava as edições que ela fazia no texto. Certo dia, quando abri o Wiki, encontrei somente uma postagem em vermelho, com letras grandes, dizendo aos professores que eles não deveriam apagar o texto todo para colocarem o texto deles, que eles deveriam respeitar as contribuições dos outros.
Verifiquei que um cursista havia apagado tudo e que a “editora” tinha deixado aquele recado. A mesma estava online, então mandei uma mensagem perguntando se ela poderia entrar no chat naquele momento.
Ela entrou e me contou que estava muito chateada porque os professores tinham apagado o Wiki todo e que ela tinha deixado um recado lá. Eu disse que tinha visto e expliquei que é comum algum cursista apagar tudo e que isso geralmente não é intencional, quando ele vai digitar e já encontra texto na caixa, pode acontecer de apagar por falta de conhecimento sobre como inserir a sua contribuição. Disse que era por isso que o Wiki precisava ser acompanhado de perto, que eu iria recuperar o texto, que ela estava sendo uma boa "editora" e que quando isso ocorresse novamente (brinquei dizendo que certamente ocorreria), que ela poderia aguardar que eu iria recuperar o texto e orientar os cursistas novamente sobre como contribuir no Wiki.
A professora ficou satisfeita e até riu do comentário que deixou, disse que quis brigar com os colegas de turma, mas que depois da nossa conversa compreendeu melhor a situação.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
PROBLEMA DE APRENDIZAGEM / PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO
Segue abaixo o link do wiki construído por Márcia e eu, onde refletimos sobre a dificuldade observada em parte dos alunos do Ensino Médio na compreensão do conteúdo de Trigonometria na Circunferência e apresentamos uma proposta de planejamento pedagógico envolvendo o jogo Batalha Naval Circular e a construção de um Ciclo Trigonométrico, visando a apropriação deste conteúdo pelos alunos por meio destas atividades lúdicas, proporcionando ainda a reflexão e a tomada de decisões frente às mesmas.
https://docs.google.com/document/d/1BIvLqrT8hYXknwg7qV_EE07iVfnV79NILTVvz4MAeEc/edit?usp=sharing
https://docs.google.com/document/d/1BIvLqrT8hYXknwg7qV_EE07iVfnV79NILTVvz4MAeEc/edit?usp=sharing
segunda-feira, 18 de março de 2013
GLOSSÁRIO - ANÁLISE DE REDES
Segue o link do wiki construído por Wânia e eu, contendo um glossário com alguns termos importantes para a análise de redes: https://docs.google.com/document/d/1ij3ou9mMQyGeJ-Tgsa754YsmScevRdF0ByXEj7-p6YA/edit
sexta-feira, 1 de março de 2013
PROPOSTA PARA A ANÁLISE DE REDES DO MULTICURSO
Público-alvo: Professores participantes da rede social do
Projeto Multicurso Matemática.
Objetivos: Analisar como a rede social do Multicurso tem contribuído com o trabalho dos professores e avaliar o envolvimento dos docentes com a produção de conteúdos da rede.
Metodologia: Aplicação de questionário, tabulação e análise dos dados.
( ) Uma vez por semana.
( ) Raramente.
( ) Nunca.
2) Você utiliza os recursos didáticos disponíveis e as metodologias propostas
na rede em suas aulas?
( ) Sim, frequentemente.
( ) Sim, algumas vezes.
( ) Não, nunca utilizei.
( ) Sim, algumas vezes.
( ) Não, nunca publiquei.
( ) Sim, algumas vezes.
( ) Não, acesso esses espaços/conteúdos mas não emito opinião.
( ) Não, nunca acessei esses espaços/conteúdos.
5) Em que nível as discussões realizadas na rede contribuem para a melhoria da sua prática docente?
( ) Muito.
( ) Razoavelmente .
( ) Pouco.
( ) Nada.
Objetivos: Analisar como a rede social do Multicurso tem contribuído com o trabalho dos professores e avaliar o envolvimento dos docentes com a produção de conteúdos da rede.
Metodologia: Aplicação de questionário, tabulação e análise dos dados.
QUESTIONÁRIO
1) Com que frequência você acessa a rede social do
Multicurso?
( ) Diariamente.( ) Uma vez por semana.
( ) Raramente.
( ) Nunca.
( ) Sim, frequentemente.
( ) Sim, algumas vezes.
( ) Não, nunca utilizei.
3) Você costuma publicar conteúdos na rede, como fotos, vídeos e
mensagens de blog?
( ) Sim, frequentemente.( ) Sim, algumas vezes.
( ) Não, nunca publiquei.
4) Você costuma expressar suas ideias e opiniões na rede, participando
de chats, de discussões em fóruns, comentando blogs, fotos e vídeos?
( ) Sim, frequentemente.( ) Sim, algumas vezes.
( ) Não, acesso esses espaços/conteúdos mas não emito opinião.
( ) Não, nunca acessei esses espaços/conteúdos.
5) Em que nível as discussões realizadas na rede contribuem para a melhoria da sua prática docente?
( ) Muito.
( ) Razoavelmente .
( ) Pouco.
( ) Nada.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
"SÓ SEI QUE NADA SEI" (Sócrates)
Minhas reflexões após discussão em chat com a equipe de tutoria:
"Quanto mais sabe que não sabe, mais sábio é um homem". (Sócrates).
Quando reconhecemos que não sabemos, tornamo-nos abertos à aprendizagem. E nunca saberemos tudo, sempre há o que aprender. Às vezes pensamos que já sabemos tudo sobre determinado assunto e surpreendemo-nos com algo sobre ele. O conhecimento é inesgotável e é isso o que o torna fascinante. Nunca terminaremos de aprender!
Este é meu primeiro curso de tutoria e atuação como tutora. Aprendi muito com o curso, a partir da interação e a troca de experiências com o coordenador e os demais tutores cursistas. A associação teoria-prática também proporcionou muita aprendizagem sobre a atuação em ambientes virtuais, o atendimento aos professores cursistas e a comunicação não presencial.
As orientações / reorientações passadas aos cursistas por escrito eram uma preocupação no início, como me expressar por escrito de forma clara, objetiva e simpática. Com a prática, isso tornou-se bem mais fácil. A administração do tempo para a realização de todas as atividades também era uma preocupação. A elaboração de uma agenda estabelecendo prioridades tem auxiliado-me nessa administração.
Percebo que algumas vezes os cursistas tem receio de esclarecer suas dúvidas comigo, por acharem que estão expondo-se ou que sei tudo. Sempre digo que também estou aprendendo e que quando não souber algo, irei buscar o conhecimento, como eles também devem fazer. A dúvida e a curiosidade são sementes que podem gerar aprendizagem, quando plantadas em solo fértil, ao invés de serem guardadas.
Sobre meus métodos de avalição das atividades dos cursistas, tenho procurado realizar uma avaliação qualitativa considerando os momentos envolvidos na execução das mesmas e as dificuldades "estruturais" encontradas por eles, como tempo para estudo, manipulação de softwares e acesso à internet.
Minha perspectiva em relação ao conhecimento é que ele tende a tornar-se cada vez mais acessível a todos e construído por todos. A ferramente Wiki e a Wikipédia são exemplos de espaços onde o conhecimento é construído de forma colaborativa. Penso que o ensino à distância também tende a expandir-se, possibilitando o acesso ao conhecimento nos locais mais remotos.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
ATIVIDADE ESTRATÉGICA COM AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E FORMATIVA
A atividade estratégica abaixo foi elaborada por Wânia, Silvia e eu, no wiki disponível em https://docs.google.com/document/d/1eMk2NXk24DgnzAQGIh5LdJsS-yUgV0Eb2Iz9_oF3tPM/edit
Desenvolvemos um planejamento para o ensino do conteúdo de Matemática Financeira: Juros Compostos buscando contemplar uma avaliação de caráter multidimensional, segundo as ideias de Kenski. Procuramos integrar a avaliação aos momentos de aprendizagem ao invés de deixá-la apenas para um momento específico (final), entendendo ser a primeira uma forma de avaliação mais produtiva para o processo de ensino e aprendizagem. Assim, propomos uma avaliação que permeará toda a atividade, por meio da observação e reorientação do professor e reflexão e aprendizagem dos alunos a partir dos erros cometidos no processo.
ATIVIDADE ESTRATÉGICA:
1) Conteúdo:
- Matemática Financeira: Juros Compostos.
2) Objetivos:
- Contribuir com a formação dos alunos no que se refere à compreensão da realidade e ao exercício da cidadania.
- Proporcionar que os alunos utilizem a Matemática Financeira como instrumento de intervenção na realidade para resolver situações problema.
- Possibilitar aos alunos situações que os levem a desenvolver o raciocínio, sabendo aplicar fórmulas e tirar conclusões acerca do problema.
- Preparar os alunos para um eventual ingresso no mundo do trabalho, utilizando situações do comércio para propiciar exemplos reais de aprendizagem.
- Estimular os alunos a analisarem e interpretarem criticamente dados provenientes de problemas matemáticos, de outras áreas do conhecimento e do cotidiano.
3) Atividade:
- Os alunos já devem ter conhecimento sobre o regime de juros simples, abordado em aulas anteriores.
- Visita a instituições como Casa da Moeda, Bovespa e bancos, para que os educandos possam observar e fazer entrevistas para posterior produção de relatórios e discussão em sala de aula.
- Aplicação dos jogos Banco Imobiliário e Cashflow 101 ( um jogo de tabuleiro onde o jogador deverá ter rendimentos suficientes para pagar suas contas sem depender do seu salário).
- Apresentação do Vídeo: “Comparar preços e juros é fundamental para comprar à prazo” http://www.youtube.com/watch?v=A-X4-bSxfeQ
- Pesquisa de preços de produtos à vista e à prazo a partir de folhetos de propaganda, pesquisa em lojas ou na Internet.
- Comparação dos preços dos produtos à vista e à prazo e cálculo das taxas de juros embutidos nas compras à prazo, caso tivesse sido utilizado o regime simples.
- Explicação da ideia de “juros sobre juros” usada no regime composto e proposta de que os alunos façam o cálculo do valor à prazo usando a taxa de juros encontrada no regime simples, para que os mesmos compreendam as diferenças entre esses dois regimes.
- Orientação para o cálculo da taxa de juros embutidos nas compras à prazo utilizando o regime composto, com aplicação da fórmula de juros compostos (que será deduzida com os alunos) e o auxílio de calculadora científica e do Microsoft Excel, estabelecendo relações entre juros compostos, progressões geométricas e funções exponenciais.
- Montagem de um mural com as comparações de preços dos produtos, a taxa e o valor dos juros.
- Utilização de calculadora financeira online para a resolução de problemas.
Calculadora: http://epx.com.br/ctb/hp12c.php
Problemas: http://www.brasilescola.com/matematica/nocoes-sobre-utilizacao-uma-
calculadora-financeira
4) Competências envolvidas:
- Interpretar e resolver problemas do cotidiano inseridos em contextos ligados à Matemática Financeira.
- Reconhecer e comparar temas da Matemática Financeira, como a diferenciação entre Juros Simples e Juros Compostos.
- Estabelecer conexões entre este tema e outros temas do currículo, como a relação entre Juros Compostos, Progressões Geométricas e Funções Exponenciais.
- Compreender o significado das fórmulas envolvidas.
- Pensar, criar, relacionar ideias e desenvolver autonomia de pensamento para decidir-se pela melhor solução para um problema.
5) Recursos:
- Jogos.
- Folhetos com preços de produtos.
- Calculadora científica.
- Computadores com acesso à Internet.
6) Duração:
- 6 horas-aulas.
7) Avaliação:
- Deverá ser feita uma avaliação diagnóstica anteriormente a execução da aula para identificar se os alunos estão aptos a desenvolver os trabalhos propostos. Esta avaliação deverá abordar números decimais, porcentagem, progressões geométricas, equações e funções exponenciais e juros simples.
- A avaliação será feita durante todo o processo de aprendizagem ( multidimensional - Kenski), por meio da observação do professor e da reflexão dos próprios alunos. A aplicação da taxa de juros simples numa situação que envolve juros compostos levará os alunos a refletirem sobre esse “erro” a que foram induzidos, compreendendo a diferença entre os dois sistemas.
- As reorientações necessárias serão feitas pelo professor durante a execução das atividades, culminando na confecção e apresentação do mural pelos alunos.
Desenvolvemos um planejamento para o ensino do conteúdo de Matemática Financeira: Juros Compostos buscando contemplar uma avaliação de caráter multidimensional, segundo as ideias de Kenski. Procuramos integrar a avaliação aos momentos de aprendizagem ao invés de deixá-la apenas para um momento específico (final), entendendo ser a primeira uma forma de avaliação mais produtiva para o processo de ensino e aprendizagem. Assim, propomos uma avaliação que permeará toda a atividade, por meio da observação e reorientação do professor e reflexão e aprendizagem dos alunos a partir dos erros cometidos no processo.
ATIVIDADE ESTRATÉGICA:
1) Conteúdo:
- Matemática Financeira: Juros Compostos.
2) Objetivos:
- Contribuir com a formação dos alunos no que se refere à compreensão da realidade e ao exercício da cidadania.
- Proporcionar que os alunos utilizem a Matemática Financeira como instrumento de intervenção na realidade para resolver situações problema.
- Possibilitar aos alunos situações que os levem a desenvolver o raciocínio, sabendo aplicar fórmulas e tirar conclusões acerca do problema.
- Preparar os alunos para um eventual ingresso no mundo do trabalho, utilizando situações do comércio para propiciar exemplos reais de aprendizagem.
- Estimular os alunos a analisarem e interpretarem criticamente dados provenientes de problemas matemáticos, de outras áreas do conhecimento e do cotidiano.
3) Atividade:
- Os alunos já devem ter conhecimento sobre o regime de juros simples, abordado em aulas anteriores.
- Visita a instituições como Casa da Moeda, Bovespa e bancos, para que os educandos possam observar e fazer entrevistas para posterior produção de relatórios e discussão em sala de aula.
- Aplicação dos jogos Banco Imobiliário e Cashflow 101 ( um jogo de tabuleiro onde o jogador deverá ter rendimentos suficientes para pagar suas contas sem depender do seu salário).
- Apresentação do Vídeo: “Comparar preços e juros é fundamental para comprar à prazo” http://www.youtube.com/watch?v=A-X4-bSxfeQ
- Pesquisa de preços de produtos à vista e à prazo a partir de folhetos de propaganda, pesquisa em lojas ou na Internet.
- Comparação dos preços dos produtos à vista e à prazo e cálculo das taxas de juros embutidos nas compras à prazo, caso tivesse sido utilizado o regime simples.
- Explicação da ideia de “juros sobre juros” usada no regime composto e proposta de que os alunos façam o cálculo do valor à prazo usando a taxa de juros encontrada no regime simples, para que os mesmos compreendam as diferenças entre esses dois regimes.
- Orientação para o cálculo da taxa de juros embutidos nas compras à prazo utilizando o regime composto, com aplicação da fórmula de juros compostos (que será deduzida com os alunos) e o auxílio de calculadora científica e do Microsoft Excel, estabelecendo relações entre juros compostos, progressões geométricas e funções exponenciais.
- Montagem de um mural com as comparações de preços dos produtos, a taxa e o valor dos juros.
- Utilização de calculadora financeira online para a resolução de problemas.
Calculadora: http://epx.com.br/ctb/hp12c.php
Problemas: http://www.brasilescola.com/matematica/nocoes-sobre-utilizacao-uma-
calculadora-financeira
4) Competências envolvidas:
- Interpretar e resolver problemas do cotidiano inseridos em contextos ligados à Matemática Financeira.
- Reconhecer e comparar temas da Matemática Financeira, como a diferenciação entre Juros Simples e Juros Compostos.
- Estabelecer conexões entre este tema e outros temas do currículo, como a relação entre Juros Compostos, Progressões Geométricas e Funções Exponenciais.
- Compreender o significado das fórmulas envolvidas.
- Pensar, criar, relacionar ideias e desenvolver autonomia de pensamento para decidir-se pela melhor solução para um problema.
5) Recursos:
- Jogos.
- Folhetos com preços de produtos.
- Calculadora científica.
- Computadores com acesso à Internet.
6) Duração:
- 6 horas-aulas.
7) Avaliação:
- Deverá ser feita uma avaliação diagnóstica anteriormente a execução da aula para identificar se os alunos estão aptos a desenvolver os trabalhos propostos. Esta avaliação deverá abordar números decimais, porcentagem, progressões geométricas, equações e funções exponenciais e juros simples.
- A avaliação será feita durante todo o processo de aprendizagem ( multidimensional - Kenski), por meio da observação do professor e da reflexão dos próprios alunos. A aplicação da taxa de juros simples numa situação que envolve juros compostos levará os alunos a refletirem sobre esse “erro” a que foram induzidos, compreendendo a diferença entre os dois sistemas.
- As reorientações necessárias serão feitas pelo professor durante a execução das atividades, culminando na confecção e apresentação do mural pelos alunos.
AVALIAÇÃO MEDIADORA
“O paradigma de avaliação que se opõe ao paradigma
sentencioso, classificatório é o que denomino de 'avaliação mediadora'. O que
pretendo introduzir neste texto é a perspectiva da ação avaliativa como uma das
mediações pela qual se encorajaria a reorganização do saber. Ação, movimento,
provocação, na tentativa de reciprocidade intelectual entre os elementos da
ação educativa. Professor e aluno buscando coordenar seus pontos de vista,
trocando ideias, reorganizando-as. Tal paradigma pretende opor-se ao modelo do
'transmitir-verificar-registrar' e evoluir no sentido de uma ação
avaliativa reflexiva e desafiadora do educador em termos de contribuir,
elucidar, favorecer a troca de ideias entre e com seus alunos, num movimento de
superação do saber transmitido a uma produção de saber enriquecido, construído
a partir da compreensão dos fenômenos estudados”.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: Uma Relação
Dialógica na Construção do Conhecimento.
A maioria dos professores utiliza a avaliação quantitativa em sua prática. Quando realizam avaliação qualitativa, geralmente esta tem um peso menor na avaliação total.
Seja qual for a forma e o instrumento utilizado para a avaliação, é importante que ela seja uma avaliação mediadora, com "professor e aluno buscando coordenar seus pontos de vista, trocando ideias, reorganizando-as", conforme afirma Jussara Hoffmann.
A avaliação precisa ser formativa, proporcionando ao aluno a aprendizagem a partir do erro e ao professor a reflexão sobre a própria prática educativa.
Seja qual for a forma e o instrumento utilizado para a avaliação, é importante que ela seja uma avaliação mediadora, com "professor e aluno buscando coordenar seus pontos de vista, trocando ideias, reorganizando-as", conforme afirma Jussara Hoffmann.
A avaliação precisa ser formativa, proporcionando ao aluno a aprendizagem a partir do erro e ao professor a reflexão sobre a própria prática educativa.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
MATRIZ F.O.F.A.
Forças
|
Fraquezas
|
Oportunidades
|
Ameaças
|
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
INTERATIVIDADE NA EDUCAÇÃO
Segue wiki construído por Márcia Franco, Silvia Cristina e eu.
Análise do ambiente de aprendizagem à distância:
*Como ele deveria ser?
O ideal seria um espaço de aprendizagem colaborativa, onde a emissão e a recepção de informações poderiam co-criar a aprendizagem, ou seja, possibilitar a articulação destes dois, proporcionando melhorias na relação professor/aluno, sendo que neste espaço, o professor aprende enquanto ensina e vice versa, criando mais proximidade e uma relação de afetividade e de partilha de conhecimento mútuo.
Neste espaço, o conhecimento seria dinâmico, construído a muitas mãos. Cada aluno poderia aprender a partir da ideia compartilhada pelo outro, podendo também aprimorá-la ou ampliá-la. Ele deixaria de conceber o conhecimento como algo estanque, do qual pode apenas se apropriar, para tornar-se articulador e construtor do mesmo.
*Que características não poderia deixar de ter?
Uma característica primoridial seria o espaço para troca de informações e opiniões, como por exemplo, o fórum.
Outra característica seria a possibilibade de intervenção em conteúdos, uma nova maneira de aprender e de colaborar uns com os outros, onde a co-criação seria o fim esperado.
O acompanhamento e o acessoramento do professor/tutor também são essenciais para que os alunos/cursistas possam esclarecer dúvidas e inserir-se totalmente neste espaço.
*Além da Wiki, apresentem o escopo de, pelo menos, quatro funcionalidade e o objetivo de cada uma delas.
BLOG: mostrar os diferentes lados de diversos assuntos afim de darmos um suporte para uma boa formação de opinião;
FÓRUM: promover conhecimento entre os participantes, por meio de discussões, perguntas e respostas, indicação de sites, entre outros.
CHAT: orientar a comunicação entre os participantes na busca de atingir os objetivos propostos e coletivamente formá-lo. Espaço para tirar dúvidas e trocar ideias e informações pertinentes. Um instrumento que pode ser utilizado para o chat é o MSN MESSENGER: programa de mensagens instantâneas encurtando distâncias e aumentando a produtividade. Além de aproximar, a rapidez é conveniente para o feedbak de dúvidas ou sugestões.
DIÁRIO DE BORDO: espaço onde o cursista pode construir o seu histórico pessoal sobre o que está aprendendo. Ele pode registrar reflexões, pontos discutidos que considerou importantes, num espaço individual.
*Como ele deveria ser?
O ideal seria um espaço de aprendizagem colaborativa, onde a emissão e a recepção de informações poderiam co-criar a aprendizagem, ou seja, possibilitar a articulação destes dois, proporcionando melhorias na relação professor/aluno, sendo que neste espaço, o professor aprende enquanto ensina e vice versa, criando mais proximidade e uma relação de afetividade e de partilha de conhecimento mútuo.
Neste espaço, o conhecimento seria dinâmico, construído a muitas mãos. Cada aluno poderia aprender a partir da ideia compartilhada pelo outro, podendo também aprimorá-la ou ampliá-la. Ele deixaria de conceber o conhecimento como algo estanque, do qual pode apenas se apropriar, para tornar-se articulador e construtor do mesmo.
*Que características não poderia deixar de ter?
Uma característica primoridial seria o espaço para troca de informações e opiniões, como por exemplo, o fórum.
Outra característica seria a possibilibade de intervenção em conteúdos, uma nova maneira de aprender e de colaborar uns com os outros, onde a co-criação seria o fim esperado.
O acompanhamento e o acessoramento do professor/tutor também são essenciais para que os alunos/cursistas possam esclarecer dúvidas e inserir-se totalmente neste espaço.
*Além da Wiki, apresentem o escopo de, pelo menos, quatro funcionalidade e o objetivo de cada uma delas.
BLOG: mostrar os diferentes lados de diversos assuntos afim de darmos um suporte para uma boa formação de opinião;
FÓRUM: promover conhecimento entre os participantes, por meio de discussões, perguntas e respostas, indicação de sites, entre outros.
CHAT: orientar a comunicação entre os participantes na busca de atingir os objetivos propostos e coletivamente formá-lo. Espaço para tirar dúvidas e trocar ideias e informações pertinentes. Um instrumento que pode ser utilizado para o chat é o MSN MESSENGER: programa de mensagens instantâneas encurtando distâncias e aumentando a produtividade. Além de aproximar, a rapidez é conveniente para o feedbak de dúvidas ou sugestões.
DIÁRIO DE BORDO: espaço onde o cursista pode construir o seu histórico pessoal sobre o que está aprendendo. Ele pode registrar reflexões, pontos discutidos que considerou importantes, num espaço individual.
sábado, 22 de setembro de 2012
INFORMAÇÃO E FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS NA EDUCAÇÃO
Acesse no link abaixo a minha reflexão a partir do vídeo de uma entrevista de Pierre Levy e de uma tirinha de André Dahmer.
http://franfavero.podomatic.com/entry/2012-09-22T07_39_05-07_00
http://franfavero.podomatic.com/entry/2012-09-22T07_39_05-07_00
PRINCIPAIS IDEIAS DE JOHN DEWEY
Segundo Dewey, o
aprendizado só se dá quando as ideias são compartilhadas. E isso só é
possível em um ambiente em que não haja barreiras à livre expressão do
pensamento.
Concordo com Dewey, quando ele afirma que o aprendizado só se dá quando as ideias são compartilhadas, mas entendo que esse compartilhamento de ideias pode ocorrer em espaços e momentos diversos, como por exemplo, por meio da leitura de um livro, pois mesmo que o leitor não debata com outras pessoas, ocorre um debate entre suas ideias e as ideias do escritor.
Como orientadores/tutores, uma de nossas funções é incentivar as discussões e a interação entre os cusistas e destes com os conteúdos propostos, buscando que eles também cheguem a uma aprendizagem significativa.
Dewey também afirma que é necessário partir de um problema sentido pelos alunos, analisar esse problema, pensar em alternativas de resolução, experimentar várias possibilidades e finalmente, agir, como prova final da solução. Esta é uma proposta que também tentamos desenvolver com os cursistas, com o objetivo de que eles sejam protagonistas do seu processo de formação.
Concordo com Dewey, quando ele afirma que o aprendizado só se dá quando as ideias são compartilhadas, mas entendo que esse compartilhamento de ideias pode ocorrer em espaços e momentos diversos, como por exemplo, por meio da leitura de um livro, pois mesmo que o leitor não debata com outras pessoas, ocorre um debate entre suas ideias e as ideias do escritor.
Como orientadores/tutores, uma de nossas funções é incentivar as discussões e a interação entre os cusistas e destes com os conteúdos propostos, buscando que eles também cheguem a uma aprendizagem significativa.
Dewey também afirma que é necessário partir de um problema sentido pelos alunos, analisar esse problema, pensar em alternativas de resolução, experimentar várias possibilidades e finalmente, agir, como prova final da solução. Esta é uma proposta que também tentamos desenvolver com os cursistas, com o objetivo de que eles sejam protagonistas do seu processo de formação.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
CAMPO INTERATIVO, INTERAÇÃO PRESENCIAL E À DISTÂNCIA E A APRENDIZAGEM
A interação entre os indivíduos cria espaços hipotéticos por
meio dos quais a aprendizagem se concretiza de forma colaborativa, onde a troca
de experiências incentiva a reflexão, a pesquisa e a contestação do indivíduo por
si mesmo, a partir do conhecimento da forma de pensar e agir do outro.
Na interação presencial, os alunos podem discutir e
esclarecer dúvidas entre si ou com o professor oralmente, no momento em elas
ocorrem, possibilitando que as explicações sejam refeitas caso não tenha
ocorrido a compreensão sobre o que foi explicado. Nesse meio é possível
perceber facilmente se houve ou não essa compreensão.
Na interação à distância, cada aluno pode refletir sobre o que foi produzido pelo outro, principalmente se este for um processo assíncrono, onde a intervenção do professor não ocorre em tempo real. O aluno pode pesquisar sobre a temática abordada, esquematizar a sua contribuição, para então compartilhá-la. É preciso ter cuidado para que a linguagem escrita expresse claramente o que se pretende dizer.
Independente de este espaço ser presencial ou à distância, ele precisa ser acolhedor. Para tanto, a linguagem é fundamental, pois por meio dela é possível transmitir respeito, cordialidade e afetividade. Os alunos precisam perceber esses elementos tanto em seus pares quanto no professor, que deve atuar como um mediador entre os alunos e o conhecimento.
Percebo-me como aluno em um campo interativo no Programa de Formação de Tutores (PFT), visto que neste programa o conhecimento é concretizado a partir da interação entre os cursistas da formação. Estou compartilhando conhecimentos e aprendendo bastante a partir das impressões e experiências relatadas pelos demais “alunos”.
Na interação à distância, cada aluno pode refletir sobre o que foi produzido pelo outro, principalmente se este for um processo assíncrono, onde a intervenção do professor não ocorre em tempo real. O aluno pode pesquisar sobre a temática abordada, esquematizar a sua contribuição, para então compartilhá-la. É preciso ter cuidado para que a linguagem escrita expresse claramente o que se pretende dizer.
Independente de este espaço ser presencial ou à distância, ele precisa ser acolhedor. Para tanto, a linguagem é fundamental, pois por meio dela é possível transmitir respeito, cordialidade e afetividade. Os alunos precisam perceber esses elementos tanto em seus pares quanto no professor, que deve atuar como um mediador entre os alunos e o conhecimento.
Percebo-me como aluno em um campo interativo no Programa de Formação de Tutores (PFT), visto que neste programa o conhecimento é concretizado a partir da interação entre os cursistas da formação. Estou compartilhando conhecimentos e aprendendo bastante a partir das impressões e experiências relatadas pelos demais “alunos”.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO: O papel dos meios na formação do aluno e do professor na educação de jovens e adultos
Principais ideias do artigo de Moacir Gadotti, discutidas
num chat por um grupo de tutores do Projeto Multicurso Matemática.
Nesta discussão, os professores apontaram que o texto, que
é parte de um livro que trata da relação da mídia com a escola principalmente
na EJA, nos alerta sobre a utilização da mídia e a influência que ela causa e
nos coloca a par da importância de usar a comunicação para o desenvolvimento de
uma educação crítica.
Sobre o que a escola deve denunciar com relação às mídias,
foi apontado que as mídias, principalmente a televisão, vêm sendo usadas de
forma errada, tendo como papel principal manipular as mentes para uma realidade
voltada a interesses políticos e consumistas, estabelecendo padrões de
comportamento. É estabelecida uma cultura de massa, onde todos acabam pensando
que o que a televisão diz é o melhor, o correto. Muitas vezes as pessoas são
totalmente influenciadas sem perceber que estão sendo dominadas.
A respeito do que a escola pode anunciar com o uso das
mesmas mídias, foi relatado que elas podem ser usadas a favor da educação, pois
com o seu uso o aprendizado pode tornar-se mais fácil e significativo, sendo
possível trabalhar a vivência do aluno, como uma forma de despertar o seu interesse.
Assim, a utilização das mídias nas escolas, quando realizada de forma
responsável, pode valorizar toda a estrutura da escola.
Outro aspecto positivo destacado foi a utilização e a
produção de vídeos, pois ao levarmos os alunos a produzirem seus vídeos e
observarem os resultados, eles podem perceber como a visão através da lente
de uma câmera pode mudar completamente o foco, passando inclusive a entender
melhor o poder desse meio de comunicação. Foram apresentadas várias
experiências exitosas com a utilização de vídeos pelos professores, tanto por
meio de filmagem (como a produção de um jornal) ou por meio da montagem de
vídeos a partir de imagens (como vídeos que ilustram uma situação-problema).
Foi discutido ainda como este tema poderia ser abordado
num curso de formação de educadores, sendo apontado que os professores precisam
analisar criticamente o uso das mídias e aprender a utilizá-las na prática,
pois a integração entre teoria e prática é fundamental e a formação continuada
é o principal espaço para isso, já que muitos não tiveram esse tipo de formação
na graduação.
Assim, concluímos que as mídias podem ter um relevante
impacto social, aproximando mais a escola do aluno. Para que esse objetivo seja
atingido, segundo Gadotti, a televisão, indispensável na formação de todo
cidadão, deve ser acompanhada na educação por uma Pedagogia da Comunicação que
a analise criticamente. O papel do professor é fundamental nesse processo, pois
as mídias não o substituem. Cabe a ele utilizá-las de forma a promover a
inclusão, a aprendizagem e o desenvolvimento da criticidade do aluno.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
MAS AFINAL, O QUE É INTELIGÊNCIA? (Isaac Asimov)
Quando eu estava no exército, fiz um teste de aptidão, solicitado a todos os soldados, e consegui 160 pontos. A média era 100. Ninguém na base tinha visto uma nota dessas e durante duas horas eu fui o assunto principal. (Não significou nada – no dia seguinte eu ainda era um soldado raso da KP – Kitchen Police).
Durante toda minha vida consegui notas como essa, o que sempre me deu uma ideia de que eu era realmente muito inteligente. E eu imaginava que as outras pessoas também achavam isso. Porém, na verdade, será que essas notas não significam apenas que eu sou muito bom para responder um tipo específico de perguntas acadêmicas, consideradas pertinentes pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente têm uma habilidade intelectual parecida com a minha?
Por exemplo, eu conhecia um mecânico que jamais conseguiria passar em um teste desses, acho que não chegaria a fazer 80 pontos. Portanto, sempre me considerei muito mais inteligente que ele. Mas, quando acontecia alguma coisa com o meu carro e eu precisava de alguém para dar um jeito rápido, era ele que eu procurava. Observava como ele investigava a situação enquanto fazia seus pronunciamentos sábios e profundos, como se fossem oráculos divinos. No fim, ele sempre consertava meu carro.
Então imagine se esses testes de inteligência fossem preparados pelo meu mecânico. Ou por um carpinteiro, ou um fazendeiro, ou qualquer outro que não fosse um acadêmico. Em qualquer desses testes eu comprovaria minha total ignorância e estupidez. Na verdade, seria mesmo considerado um ignorante, um estúpido.
Em um mundo onde eu não pudesse me valer do meu treinamento acadêmico ou do meu talento com as palavras e tivesse que fazer algum trabalho com as minhas mãos ou desembaraçar alguma coisa complicada eu me daria muito mal. A minha inteligência, portanto, não é algo absoluto, mas sim algo imposto como tal, por uma pequena parcela da sociedade em que vivo.
Vamos considerar o meu mecânico, mais uma vez. Ele adorava contar piadas. Certa vez ele levantou sua cabeça por cima do capô do meu carro e me perguntou: “Doutor, um surdo-mudo entrou numa loja de construção para comprar uns pregos. Ele colocou dois dedos no balcão como se estivesse segurando um prego invisível e com a outra mão, imitou umas marteladas. O balconista trouxe então um martelo. Ele balançou a cabeça de um lado para o outro negativamente e apontou para os dedos no balcão. Dessa vez o balconista trouxe vários pregos, ele escolheu o tamanho que queria e foi embora. O cliente seguinte era um cego. Ele queria comprar uma tesoura. Como o senhor acha que ele fez?”
Eu levantei minha mão e “cortei o ar” com dois dedos, como uma tesoura.
“Mas você é muito burro mesmo! Ele simplesmente abriu a boca e usou a voz para pedir.”
Enquanto meu mecânico gargalhava, ele ainda falou: “Tô fazendo essa pegadinha com todos os clientes hoje.”
“E muitos caíram?” Perguntei esperançoso.
“Alguns. Mas com você eu tinha certeza absoluta que ia funcionar”.
“Ah é? Por quê?”
“Porque você tem muito estudo doutor, sabia que não seria muito esperto”.
E algo dentro de mim dizia que ele tinha alguma razão nisso tudo.
(Tradução livre do original “What is intelligence, anyway?”, disponível em http://talentdevelop.com/articles/WIIA.html).
Isaac Asimov (1920 - 1992) foi um escritor e bioquímico americano, famoso como explicador da ciência e autor de ficção científica. Sua obra de ficção se destaca por introduzir ao leitor leigo conhecimentos científicos e a ideia do método científico.
Durante toda minha vida consegui notas como essa, o que sempre me deu uma ideia de que eu era realmente muito inteligente. E eu imaginava que as outras pessoas também achavam isso. Porém, na verdade, será que essas notas não significam apenas que eu sou muito bom para responder um tipo específico de perguntas acadêmicas, consideradas pertinentes pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente têm uma habilidade intelectual parecida com a minha?
Por exemplo, eu conhecia um mecânico que jamais conseguiria passar em um teste desses, acho que não chegaria a fazer 80 pontos. Portanto, sempre me considerei muito mais inteligente que ele. Mas, quando acontecia alguma coisa com o meu carro e eu precisava de alguém para dar um jeito rápido, era ele que eu procurava. Observava como ele investigava a situação enquanto fazia seus pronunciamentos sábios e profundos, como se fossem oráculos divinos. No fim, ele sempre consertava meu carro.
Então imagine se esses testes de inteligência fossem preparados pelo meu mecânico. Ou por um carpinteiro, ou um fazendeiro, ou qualquer outro que não fosse um acadêmico. Em qualquer desses testes eu comprovaria minha total ignorância e estupidez. Na verdade, seria mesmo considerado um ignorante, um estúpido.
Em um mundo onde eu não pudesse me valer do meu treinamento acadêmico ou do meu talento com as palavras e tivesse que fazer algum trabalho com as minhas mãos ou desembaraçar alguma coisa complicada eu me daria muito mal. A minha inteligência, portanto, não é algo absoluto, mas sim algo imposto como tal, por uma pequena parcela da sociedade em que vivo.
Vamos considerar o meu mecânico, mais uma vez. Ele adorava contar piadas. Certa vez ele levantou sua cabeça por cima do capô do meu carro e me perguntou: “Doutor, um surdo-mudo entrou numa loja de construção para comprar uns pregos. Ele colocou dois dedos no balcão como se estivesse segurando um prego invisível e com a outra mão, imitou umas marteladas. O balconista trouxe então um martelo. Ele balançou a cabeça de um lado para o outro negativamente e apontou para os dedos no balcão. Dessa vez o balconista trouxe vários pregos, ele escolheu o tamanho que queria e foi embora. O cliente seguinte era um cego. Ele queria comprar uma tesoura. Como o senhor acha que ele fez?”
Eu levantei minha mão e “cortei o ar” com dois dedos, como uma tesoura.
“Mas você é muito burro mesmo! Ele simplesmente abriu a boca e usou a voz para pedir.”
Enquanto meu mecânico gargalhava, ele ainda falou: “Tô fazendo essa pegadinha com todos os clientes hoje.”
“E muitos caíram?” Perguntei esperançoso.
“Alguns. Mas com você eu tinha certeza absoluta que ia funcionar”.
“Ah é? Por quê?”
“Porque você tem muito estudo doutor, sabia que não seria muito esperto”.
E algo dentro de mim dizia que ele tinha alguma razão nisso tudo.
(Tradução livre do original “What is intelligence, anyway?”, disponível em http://talentdevelop.com/articles/WIIA.html).
Isaac Asimov (1920 - 1992) foi um escritor e bioquímico americano, famoso como explicador da ciência e autor de ficção científica. Sua obra de ficção se destaca por introduzir ao leitor leigo conhecimentos científicos e a ideia do método científico.
OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO / PEDAGOGIA DA AUTONOMIA
Clique aqui para acessar o wiki construído por mim e pelos professores Marcelo Morello, Márcia Franco e Wânia Soares, sobre o texto "Os sete saberes necessários à educação do futuro", de Edgar Morin e sobre uma entrevista dada por Paulo Freire onde ele comenta sobre o seu livro "Pedagogia da autonomia".
quinta-feira, 12 de julho de 2012
DISCUSSÃO SOBRE MÍDIA EDUCAÇÃO
Acesse no link http://franfavero.podomatic.com/entry/2012-07-11T21_23_42-07_00 a minha conversa com a professora Márcia Franco sobre o vídeo da entrevista do professor Pier Cesare Rivoltella, especialista em Mídia educação, disponível em www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=RdYr-sA02K8
terça-feira, 26 de junho de 2012
COMPETÊNCIAS
A noção de competência é
designada por
Phillipe Perrenoud como a capacidade de mobilizar diversos recursos
cognitivos para enfrentar um tipo de situação. As 10 novas competências para
ensinar, propostas
por ele, são imprescindíveis na educação tanto presencial quanto online.
Dentre elas, destaco as seguintes:
· administrar a progressão das aprendizagens: adquirir
uma visão longitudinal dos objetivos do ensino; observar e avaliar os alunos em
situações de aprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa.
· envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu
trabalho: suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o saber, o
sentido do trabalho escolar e desenvolver no aluno a capacidade de auto
avaliação; favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.
· administrar sua própria formação contínua: saber
explicitar as próprias práticas; acolher a formação dos colegas e participar
dela; negociar um projeto de formação comum com os colegas.
O desenvolvimento dessas
competências deve ser objetivo de todo professor/orientador/tutor, pois
independente do espaço em que se atua e dos recursos que se possui para essa
atuação, esse desenvolvimento depende da postura do profissional, que deve estar
constantemente refletindo sobre a própria prática, tendo em mente que a
avaliação é parte do processo formativo, que ele é o mediador entre o aluno e o
conhecimento e que também deve estar em constante formação.
No meu trabalho como
orientadora/tutora, procuro sempre mediar as atividades de forma que os
professores/cursistas sintam-se motivados a buscarem mais conhecimentos sobre
os assuntos abordados e que percebam-se como coautores da própria aprendizagem.
Procuro incentivar também a reflexão sobre a prática que estão realizando em
sala de aula e sobre como ela pode ser diferenciada. Meu desejo é que essa
diferenciação chegue às salas de aula e que os alunos também possam ter acesso
a um ensino significativo. Que as reflexões que estão sendo feitas pelos professores
possam sair da mente e do papel para serem colocadas em prática. Acredito que
esse seja o nosso maior desafio.
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